Data de criação: 31 de março, 2026
Equipo Chile Travel

Trilhos que combinam paisagens únicas e natureza intacta: assim é o trekking no sul do Chile. De florestas milenares a glaciares e montanhas, cada rota permite descobrir ecossistemas, vulcões, rios e lagos.

Reunimos 10 rotas com diferentes níveis de dificuldade e duração para que descubra a fascinante natureza do nosso território. Não é ficção científica, é caminhar pelo Chile.

1. Trilho Piedra del Águila no Parque Nacional Nahuelbuta

Fotografia: @martini_fotografia

Um trilho espetacular entre araucárias milenares que o recompensará com uma imagem de postal mágica. Ao chegar ao topo da Piedra del Águila, a 1.400 metros de altitude, desfrutará de uma panorâmica a 360°: de um lado estende-se o oceano Pacífico e, do outro, a imponente linha de montanhas da Cordilheira dos Andes.

Como chegar?

Para visitar este trilho, o terminal mais próximo é o Aeroporto Internacional La Araucanía (ZCO), em Temuco. A partir daí, deve viajar até à cidade de Angol e seguir pela rota R-86 em direção à cordilheira.

  • Distância: 7 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 2–3 horas
  • Nível de dificuldade: Média
  • Mais informações aqui.

2. Sierra Nevada no Parque Nacional Conguillío

Fotografia: @katimug

Este trilho é um dos mais impressionantes de La Araucanía e é especialmente fascinante durante o outono. O percurso contorna o Lago Conguillío e oferece vistas para o Vulcão Llaima, um dos mais ativos do Chile. O contraste entre as florestas de lengas e os campos de lava negra cria uma paisagem única que parece saída de outro planeta.

Como chegar?

Para esta rota, o terminal mais próximo é o Aeroporto Internacional La Araucanía (ZCO), em Temuco. A partir daí, deve viajar cerca de 110 km até Curacautín ou Melipeuco para chegar à zona da Laguna Conguillío.

  • Distância: 10 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 5–6 horas
  • Nível de dificuldade: Média
  • Mais informações aqui.

3. Santuário El Cañi em Pucón

Fotografia: @clau.iglesias.trujillo

A 20 quilómetros de Pucón, o Santuário El Cañi é uma reserva privada que se destaca pelas suas vistas panorâmicas da zona lacustre. Este trekking no sul do Chile atravessa florestas de coigües, lengas e araucárias, abrindo-se para lagoas de origem vulcânica à medida que se ganha altitude. O ponto alto é o Miradouro Melidekiñ, a 1.550 metros de altitude, de onde é possível observar os vulcões Villarrica, Llaima e Lanín.

Como chegar?

Para visitar este santuário, o terminal mais próximo é o Aeroporto Internacional La Araucanía (ZCO), em Temuco. A partir daí, deve viajar 125 km até Pucón e depois deslocar-se de autocarro ou veículo até à zona de Huife.

  • Distância: 14 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 6–8 horas
  • Nível de dificuldade: Média–Alta
  • Mais informações aqui.

4. Trilho Los Lagos no Parque Nacional Huerquehue

Fotografia: @j.tammii

Famoso por atravessar lagoas de águas cristalinas e florestas milenares, o Trilho Los Lagos do Parque Nacional Huerquehue entra pela cordilheira em La Araucanía. O percurso começa com vistas para o Lago Tinquilco e sobe por florestas de coigües e araucárias centenárias, chegando a um planalto onde se encontram as lagoas Chico, Toro e Verde.

Como chegar?

Para chegar ao Parque Nacional Huerquehue, o terminal mais próximo é o Aeroporto Internacional La Araucanía (ZCO), em Temuco. A partir daí, deve viajar 135 km até Pucón, cidade situada a 32 km da entrada pelo setor Paillaco.

  • Distância: 13 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 7–9 horas
  • Nível de dificuldade: Média
  • Mais informações aqui.

5. Trilho até La Junta no Vale de Cochamó

Fotografia: @viajera.javiera

O Vale de Cochamó, na Região de Los Lagos, é conhecido pelas suas florestas pluviais e pelas enormes paredes de granito que lhe deram o nome de “Yosemite chileno”. O trilho até La Junta segue antigos caminhos de arreeiros, atravessando lama, rios e florestas de alerces.

Durante a caminhada, encontrará vegetação exuberante e trilhos irregulares, próprios de uma zona pristina e pouco intervencionada. A partir de La Junta é possível aceder aos famosos escorregas naturais, uma das imagens de postal mais características do sul do Chile.

Como chegar?

Para visitar este vale, o terminal mais próximo é o Aeroporto El Tepual (PMC), em Puerto Montt. A partir daí, deve viajar 115 km até à localidade de Cochamó e avançar 5 km até ao setor El Registro.

  • Distância: 26 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 10–12 horas (recomenda-se passar uma noite em La Junta)
  • Nível de dificuldade: Alta (especialmente devido à lama e às raízes)
  • Mais informações aqui.

6. Cascadas Escondidas no Parque Pumalín Douglas Tompkins

Fotografia: @pablo.andaur

Na parte norte da Carretera Austral, o Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins é o grande símbolo da conservação da natureza no nosso país. Com grandes rotas, o seu trilho Cascadas Escondidas oferece uma caminhada curta, mas exigente. O percurso permite aceder a três cascatas escondidas: a primeira alcança-se após uma subida de 25 minutos, enquanto as seguintes ficam após um troço mais plano, a cerca de 30 minutos.

Como chegar?

Para esta rota, o terminal mais próximo é o Aeroporto El Tepual (PMC), em Puerto Montt. A partir daí, deve seguir pela Ruta Bimodal para sul, o que implica atravessar os transbordadores desde Hornopirén até Caleta Gonzalo e depois chegar ao parque. Recomendamos que contrate um tour registado no Sernatur.

  • Distância: 3,6 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 2–3 horas
  • Nível de dificuldade: Média-Alta
  • Mais informações aqui.

7. Trilho El Tepual no Parque Nacional Chiloé

Fotografia: @c4p7ur4m3 1

Localizado no Parque Nacional Chiloé, este trilho é uma das melhores formas de conhecer a biodiversidade desta mágica ilha chilena. Entrará numa floresta temperada pluvial dominada por vegetação densa, fetos e tepúes. Graças aos seus passadiços de madeira, poderá avançar facilmente entre a sua flora e fauna, com a possibilidade de avistar a famosa rãzinha de Darwin.

Como chegar?

Para visitar este trilho, o terminal mais próximo é o Aeródromo Mocopulli (MHC), em Castro. A partir daí, deve viajar cerca de 55 km até à zona de Cucao, apanhando um autocarro no terminal municipal da cidade.

8. Miradouro do Ventisquero Colgante no Parque Nacional Queulat

Fotografia: @augustodominguezphoto

Esta rota do Parque Nacional Queulat é um dos grandes marcos da Carretera Austral. Situado a 165 quilómetros de Coyhaique, o percurso atravessa uma floresta sempre-verde húmida até chegar ao miradouro do Ventisquero Colgante.

A partir daqui revela-se um espetáculo natural único: um glaciar suspenso entre montanhas, do qual se desprendem quedas de água que descem para uma lagoa de tonalidade turquesa, criando uma cena difícil de esquecer.

Como chegar?

Para chegar a este miradouro, o terminal mais próximo é o Aeródromo Balmaceda (BBA), em Coyhaique. A partir daí, deve viajar cerca de 220 km para norte pela Carretera Austral até 20 km antes de chegar a Puyuhuapi.

  • Distância: De 6 a 6,5 quilómetros (ida e volta)
  • Duração: 3–4 horas
  • Nível de dificuldade: Média
  • Mais informações aqui.

9. Travessia Las Horquetas no Parque Nacional Cerro Castillo

Fotografia: @pablovalenzuelavaillant

Este circuito no Parque Nacional Cerro Castillo oferece uma experiência de montanha isolada e autêntica na Carretera Austral. A rota contorna o maciço do Cerro Castillo, caracterizado pelas suas afiadas agulhas de granito, glaciares e lagoas de cor turquesa.

Ao longo do percurso, é possível observar cóndores, atravessar florestas de lenga e percorrer vales glaciares onde a natureza se mantém praticamente intacta. Poderá até avistar o maravilhoso huemul.

Como chegar?

Para esta travessia, o terminal mais próximo é o Aeródromo Balmaceda (BBA), em Coyhaique. A partir daí, deve viajar apenas 55 km para sul pela Carretera Austral até à paragem sinalizada no setor Las Horquetas.

10. Circuito Dientes de Navarino no fim do mundo

Fotografia: @felipe_howard

É o trekking mais austral do planeta. O Circuito Dientes de Navarino começa em Puerto Williams, na Região de Magallanes, e oferece uma das experiências mais extremas e remotas do Chile. A rota atravessa paisagens de vales de turfa, montanhas afiadas e clima extremo.

Trata-se de um circuito exigente, recomendado apenas a quem tenha experiência, devido às condições climáticas e à dificuldade do terreno. A melhor época para o realizar é durante os meses de dezembro a março.

Como chegar?

Para este circuito, deve viajar primeiro até Punta Arenas e fazer ligação a Puerto Williams de avião ou ferry. Uma vez na localidade, basta caminhar até à Plaza de la Virgen, onde se inicia a subida à cordilheira.

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