Data de criação: 30 de abril, 2026
Equipo Chile Travel

Pronto para o roadtrip da sua vida? A Região de Los Ríos resguarda o Circuito Siete Lagos, um percurso cénico por sete espelhos de água cristalina.

Este percurso abrange os lagos Calafquén, Pullinque, Panguipulli, Neltume, Pirihueico, Pellaifa e Riñihue. Entre a selva valdiviana e a majestosidade do vulcão Mocho-Choshuenco, este destino combina aventura, termas e a herança viva da cultura mapuche.

É uma opção perfeita para os viajantes que procuram descobrir e percorrer uma das paisagens mais espetaculares do sul do Chile.

1. Lago Panguipulli: onde começa a rota

Fotografia: @tomas.foto

O lago Panguipulli é o mais extenso do circuito. Nas suas margens situa-se Panguipulli, reconhecido pela sua tradição em madeira e pela sua igreja construída em 1947, um dos marcos arquitetónicos da zona. Das suas praias obtêm-se vistas para o vulcão Villarrica.

É também um ponto estratégico para começar a rota, com serviços e acesso a atividades como navegação, pesca recreativa e canopy. No outono, as florestas que o rodeiam tingem-se de tons vermelhos e dourados, criando uma paisagem ideal para caminhadas e fotografia.

2. Lago Calafquén: um balneário de águas temperadas

Fotografia: @lob_estepario_

A cerca de 43 quilómetros de Panguipulli, o lago Calafquén (do mapudungun “outro lago”) é o epicentro dos desportos náuticos. Este espelho de água alberga as povoações de Lican Ray (na Região de La Araucanía), Coñaripe e Calafquén, onde o artesanato local e a gastronomia de fusão chileno-mapuche criam uma experiência cultural única.

A praia de Coñaripe, com quase 3 quilómetros de extensão, é uma das mais longas da Região de Los Ríos. Graças à sua excelente oferta de cabanas e serviços, é o lugar ideal para desfrutar da natação, do yachting e da pesca desportiva.

3. Lago Riñihue: calma profunda

Fotografia: @akg180

Com o seu nome proveniente de Rüngi we (“lugar de colihues”), o lago Riñihue destaca-se pela sua serenidade e águas de origem glaciar. A apenas 26 quilómetros de Panguipulli, é um dos recantos mais tranquilos do Circuito Siete Lagos no Chile.

No seu extremo leste impõe-se o vulcão Mocho-Choshuenco, criando um cenário ideal para fotografia e trekking. As suas águas variam entre 7 °C no inverno e até 20 °C no verão, com ondulação suave, perfeita para o descanso e atividades náuticas ligeiras.

4. Lago Pellaifa e a sua floresta submersa

Fotografia: @henrytorresvasquez08

Situado a apenas 7 quilómetros de Coñaripe, o lago Pellaifa (do mapudungun Pillad: “geada”) é um dos recantos mais fotogénicos e impressionantes do sul do Chile.

Rodeado por cordilheiras pré-andinas de densa vegetação, este espelho de água é famoso pela sua floresta submersa: troncos que emergem das profundezas após o terramoto de Valdivia de 1960. A sua atmosfera silenciosa converte-o no lugar predileto para a contemplação e a fotografia.

5. Lago Neltume: aventura e selva valdiviana

Fotografia: @panguipullisietelagos

Continuando desde Panguipulli pela Rota 203 durante 55 quilómetros, surge o lago Neltume—do mapudungun montulvn we (“lugar libertado”)—, um ponto-chave para o trekking e observação de fauna. Rodeado de florestas nativas, é a antecâmara da Reserva Biológica Huilo Huilo, a apenas 6 quilómetros de distância.

Na sua margem norte encontra-se Neltume, uma comunidade com identidade madeireira que hoje impulsiona o turismo comunitário. Da povoação, a apenas 10 minutos a pé, acede-se ao Parque Neltume.

6. Lago Pirihueico: navegação entre montanhas

Fotografia: @tomas.foto

Conhecido como “lagoa de neve” (Pire-weyko), este espelho de água de origem glaciar está a 68 quilómetros de Panguipulli. É uma passagem estratégica: desde a localidade de Puerto Fuy, o ferry atravessa as suas águas azul-esverdeadas em direção à Passagem Internacional Hua-Hum, ligando a San Martín de los Andes, Argentina.

Imerso entre altos cumes e protegido pelo vulcão Mocho-Choshuenco, é um destino privilegiado para a pesca desportiva de trutas, a observação de fauna nativa e o trekking por trilhos pristinos.

7. Lago Pullinque: natureza intacta no Circuito Siete Lagos

Fotografia: @turismo_lemu_mahuida

Situado a 20 quilómetros de Panguipulli na rota para Coñaripe, o lago Pullinque —do mapudungun pu llinke (“lugar de rãs”)— é um dos pontos mais íntimos do circuito. Este espelho de água é um dos mais pequenos da travessia. Está rodeado de florestas nativas e comunidades Mapuche que resguardam as suas tradições.

Sem grandes centros urbanos nas suas margens, este setor destaca-se pela sua natureza praticamente virgem. É o destino ideal para a observação de aves e zonas húmidas, além de oferecer condições perfeitas para a navegação, a pesca desportiva e o caiaque.

Como chegar ao Circuito Siete Lagos?

Pode chegar por via aérea através do Aeródromo Pichoy, em Valdivia, ou do Aeroporto La Araucanía, em Temuco. Desde Valdivia, o trajeto até Panguipulli é de cerca de 80 quilómetros (1 hora e 30 minutos), e desde Temuco, cerca de 130 quilómetros (2 horas). Também pode chegar por via terrestre de automóvel ou autocarro, com rotas pavimentadas e acesso via Lanco, num trajeto direto e cénico até ao início do circuito.