Imagine que você está viajando num antigo trem, passeando por enormes extensões de vinhedos com uma taca de bom vinho na mão, enquanto cantores tradicionais cantam antigas toadas. Não é um desejo louco. É uma realidade que se reproduz semana a semana no Vale de Colchagua, provavelmente o mais emblemático sitio de turismo de vinhedos no Chile.
A morfologia da zona central, entre duas cordilheiras –a dos Andes e a da Costa-, está atravessada por vários rios que formam férteis vales. Desde os primeiros tempos da colônia estes vales foram amplamente aproveitados para plantar videiras, trazidas originalmente da Europa. A final dos anos 70 a produção de vinhos começou a desenvolver-se aplicando tecnologia moderna e conhecimentos que aproveitam ao máximo a topografia nas ladeiras, os ventos do mar e das montanhas, as diferenças de temperatura entre a noite e o dia. Condições que permitiram o reconhecimento do Chile como um dos principais exportadores de vinho do “novo mundo”.
Cepas como Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah, Pinot, Sauvignon Blanc ou Chardonnay, são os estandartes dos vinhedos da zona, seus sabores distinguem-se sutilmente dependendo da latitude na qual foram cultivados. Você poderá experimentar os aromas, os sabores e o corpo de deliciosos vinhos, orientado por expertos guias e/ou sommeliers, anfitriões nas visitas às empresas vitivinícolas.
Os vales de Aconcagua, Casablanca, San Antonio-Leyda, Maipo, Cachapoal, Curicó e Maule acompanham ao de Colchagua nesta cruzada de degustações e prazeres. E o vinho não é o único motivo, mas sim uma boa razão para conhecer os hotéis, trilhas de cavalgada, percorridos em bicicleta, museus e outros atrativos que fazem de viajar pelos vales toda uma experiência. Com uma taca na mão, claro./p>
• Aconcagua: San Felipe é a cidade mais próxima aos vinhedos. Desde Santiago são 94 km ao norte pela rota 57. Há omnibuses desde o terminal rodoviário Los Héroes. • Casablanca: Primeiro tem que chegar ao povo de Casablanca pela rota 68, a 75 km ao oeste de Santiago. Há omnibuses desde o terminal rodoviário Pajaritos. • San Antonio e Leyda: Desde Santiago ao porto de San Antonio são 112 km ao sudoeste pela estrada Autopista Del Sol. Saída a Leyda no quilômetro 92. • Maipo: Pirque é o lugar de Maipo Alto. Desde o centro de Santiago, pegar a Av. Vicuña Mackenna ao sudeste até que mude o seu nome a Av. Concha y Toro, na comuna de Puente Alto. Quando chegue a Plaza de Puente Alto, continuar pela Av. Concha y Toro ao sul, até chegar à ponte que atravessa o Rio Maipo (Ponte Concha y Toro). Continue alguns metros além da ponte e encontrará a praza de Pirque. Há omnibuses desde a estação de metrô Bellavista de La Florida (Linha 5). • Cachapoal: Localizado a 14 km ao sul de Rancagua. A esta cidade se chega pela rota 5 sul, a 84 km de Santiago. Existe uma entrada de contorno perto de Rancagua, pelo que você deverá estar atento à sinalização que está antes de chegar à comuna de Graneros. Desde o terminal rodoviário Santiago partem omnibuses cada 30 minutos e desde a Estación Central há varias saídas diárias de Metrotren. O trajeto demora 90 minutos. • Colchagua: Santa Cruz é o ponto principal do vale (191 km ao sudoeste de Santiago). Deve continuar desde Rancagua pela rota 5 sul até San Fernando pela entrada norte, atravessar a Av. O’Higgins e pegar a rota I-50, (Carretera Del Vino) até chegar à entrada a Santa Cruz por Paniahue. Há omnibuses desde o terminal rodoviário Santiago e desde o terminal rodoviário Rancagua. • Curicó: A 194 km ao sul de Santiago pela rota 5 sul. Há omnibuses desde Santiago até Curicó no terminal rodoviário Sul, perto do metrô Universidad de Santiago. A viagem dura aproximadamente duas horas e meia. • Maule: Talca é o lugar deste vale de vinhos. A 257 km ao sul de Santiago pela rota 5 sul. Há omnibuses desde Santiago até Talca no terminal rodoviário Sul, perto do metrô Universidad de Santiago. A viagem dura aproximadamente três horas e meia.
Saindo de San Fernando, localizada a 140 km ao sul de Santiago, dirige-se a Santa Cruz num trajeto que dura 90 minutos. No percorrido você pode degustar de uma grande seleção de vinhos, entre brancos e tintos, acompanhados por uma abundante degustação de queixos finos da zona. (Viagens suspendidos momentaneamente devido aos danos causados pelo terremoto, perguntar com antecipação na página web: www.trendelvino.cl. Em condições normais, as saídas são os domingo às 10.30 horas. É preciso fazer a reserva com antecipação).
Entre marco e abril os vales se vestem com suas melhores roupas e oferecem alegres festas para a colheita das videiras. Desfruta das degustações, catas de vinhos, mostras de artesanato, gastronomia tradicional, concursos de cueca infantil e de adultos, amansamento de cavalos e eleições de rainha.
Alguns vinhedos têm restaurantes que oferecem maridagem, quer dizer, que acompanham cada prato com uma taca de diferentes cepas com o objetivo de que a degustação misture de forma harmoniosa os sabores e aromas da comida e da bebida. É uma experiência que você não pode perder.
Pode soar obvio mas esqueça completamente de dirigir se você bebe. A lei chilena define “sob influencia do álcool” quando o índice de álcool no sangue está entre 0,5 e 0,99 gramas por ml e é considerada uma falta. “Estado de ebriedade” é quando o nível de álcool no sangue é superior a 1,0 gramas por ml e dirigir nessas condições é considerado delito. As penas por essa falta vão desde a suspensão do cartão até multas que vão desde os US$ 80.
Não todos os vale possuem rotas propriamente ditas, percorrendo diferentes vinhedos. Mas muitas delas oferecem visitas guiadas ou degustações, em forma separada. Informe-se previamente nos sítios web.
Falam sobre sua experiência nos Vinhedos do Vale Central